Menezes Emidio Advogados Associados

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segunda-feira, 21 de março de 2011

Planejamento Estratégico em Marketing

Boa noite!

Faz tempo, mas prometi que ia escrever novamente, dado a minha compenetrada tarefa de desenvolver produtos me dou hoje a tarefa de escrever a respeito do que venho acompanhando no meu dia-a-dia, o planejamento estratégico, esclarecendo:

Planejamento Estratégico: técnica administrativa que objetiva manter uma organização como um conjunto apropriadamente integrado a seu ambiente, identificando oportunidades e ameaças, pontos fortes e fracos para o cumprimento de sua missão.
Administração Estratégica: processo contínuo e iterativo que visa capacitar a organização de forma a permitir que as tomadas de decisões estejam de acordo com as decisões estratégicas.
Decisão Estratégica_ é toda aquela que resulta numa nova maneira de distribuir ou utilizar os recursos básicos da empresa; nem toda decisão estratégica é de longo prazo, embora seja, necessariamente, de longo alcance. Envolve, portanto, os escalões superiores da organização.

Seguindo esta linha de raciocínio podemos dizer então que outro aspecto ligado às atribuições de responsabilidade entre os diversos níveis organizacionais é:
  1. Estratégico: Orienta o foco e a direção a ser seguida pela organização, adaptando-a ao ambiente de Marketing, geralmente conduzido pela alta administração (Presidência, Conselho de Administração e Direção).
  2. Tático Administrativo: Atribuição dos escalões intermediários (Gerências), compreende a coordenação, planejamento, implementação e controle dos planos formulados em cada uma das áreas de competência, com vista ao cumprimento do direcionamento estratégico proposto no nível anterior.
  3. Operacional: Implementação das ações necessárias ao cumprimento das decisões estratégicas definidas nos níveis anteriores.
Assim, tenho de concordar com o que leio no livro de McCARTHY e PERREAULT (1997, p.43) que definem o planejamento estratégico como um processo administrativo destinado a manter o equilíbrio entre os recursos de uma organização e suas oportunidades de mercado.Filtrando os poréns eu resumo a leitura escrevendo alguns trechos que podemos retirar desta página 43:
...que é um  trabalho da alta administração que inclui não apenas o planejamento das atividades do marketing, mas também produção pesquisa e desenvolvimento e outras áreas funcionais. [...] os planos do departamento de marketing não são os planos de toda a empresa, por outro lado, os planos da empresa devem ser orientados para marketing. Os planos do gerente de marketing podem dar o tom e a direção para toda a empresa. Assim usaremos planejamento estratégico e planejamento estratégico de marketing com o mesmo significado.

Planejamento estratégico de marketing, concluem os autores acima, significa encontrar oportunidades atraentes e desenvolver estratégias de marketing rentáveis.

O planejamento de marketing compreende:

  1. Avaliação de oportunidades;
  2. Fixação de objetivos;
  3. Planejamento de estratégias de marketing;
  4. Desenvolvimento dos planos de marketing;
  5. Desenvolvimento do programa de marketing.
Dizer que o planejamento estratégico da empresa tem de estar de mãos dadas com os objetivos da organização é semântica pois na governança corporativa é praticamente ortodoxo estar discriminado todos os planos de marketing estratégicos para o ano corrente, e ainda um "road map" para os anos seguintes.

O processo de planejamento estratégico de mercado descrito por Ferrell (2000) integra a gestão estratégica da organização, e contempla as seguintes etapas:


  1. Análise dos ambientes interno, externo e dos consumidores.
  2. SWOT_ Análise das forças e fraquezas internas e das oportunidades e ameaças externas.
  3. Missão, metas e objetivos organizacionais.
  4. Estratégia corporativa ou estratégia das unidades de negócio. (afetam todas as áreas funcionais da organização, marketing, finanças, produção recursos humanos, etc.).
  5. Metas e objetivos de marketing o Estratégia de marketing o Implementação o Avaliação e controle o Plano de marketing.

Estas etapas se forem bem observadas são nativas de um BP ou PN para os íntimos, um plano de negócio sem estas etapas não está completo, nem se quer preciso, para estar vago precisa ainda de muita coisa. É bom se atentar para as especifidades de se estudar um negócio que vai seguir, pois precisa conhecer o solo onde está plantando esta idéia, caso contrario este novo negócio estará fadado ao fracasso. 

Amanhã, ou depois eu continuo........
Abraços!

domingo, 6 de março de 2011

O que é MVNO?

Amigos, coletei no site Teleco.com.br o artigo abaixo que expressa bem o conceito desta terminologia e como está sendo trabalhada no Brasil:

O que é um MVNO?


O Mobile Virtual Network Operator (MVNO) ou Operador móvel virtual é um operador de celular que:
  • Não possui rede própria nem frequências.
  • Utiliza a rede de outras operadoras
  • Compra no atacado (minutos, SMS, dados,...)
  • Paga um preço com desconto em relação ao preço médio do varejo ou tem participação na receita.
O MVNO de sucesso tem:
  • Foco em segmento do mercado mal servido
  • Proposta de valor única para este segmento (superserviço)
  • Acesso a canais de distribuição não tradicionais
  • Menor custo de aquisição
  • Baixo custo operacional

Exemplos de segmento de mercado: grupos étnicos, corporativo, jovens e estudantes de universidades.


Modelos de negócio do MVNO 

A tabela a seguir apresenta 3 modelos básicos de relacionamento do MVNO com a operadora.


Modelo
Rede
OSS, VAS,
CRM, Billing
Conteúdo
Aplicações
Marca
Distribuição
1
Operadora
Operadora
Operadora
MVNO
2
Operadora
Operadora
MVNO
MVNO
3
Operadora
MVNO
MVNO
MVNO


O MVNO pode adotar diferentes modelos de negócio:
  1. Atua como revenda colocando sua marca e fazendo a distribuição. Demais funções ficam com a operadora.
  2. Oferece também conteúdo e aplicações. Utiliza o OSS, VAS, CRM, Billing da Operadora.
  3. Se responsabiliza por toda a cadeia exceto a rede e compra apenas minutos, SMS e dados da operadora.
Ter uma infraestrutura própria para executar todas as funções do modelo 3 dá mais flexibilidade ao MVNO mas implica em um investimento maior.

MVNE

Uma solução intermediária é utilizar um Mobile Virtual Network Enabler (MVNE) para implementar parte das funções como OSS, VAS, CRM e Billing. Um MVNE é uma empresa diferente da operadora que possui estes sistemas e presta serviços para um ou mais MVNOs.
 

Vantagens e riscos para as Operadoras
 

Para existir MVNO em um país é necessário que pelo menos uma das operadoras de celular considere vantajoso se associar a um MVNO.

A principal vantagem para a operadora é a possibilidade de aumentar a receita e base de clientes com menor custo de aquisição.

Os possíveis riscos que o MVNO trás para as operadoras são a perda dos melhores clientes, aumento da competição e do churn. De qualquer forma é melhor para a operadora perder clientes para um MVNO associado do que para um MVNO do concorrente.

Fonte: http://www.teleco.com.br/mvno.asp

É bom saber também que este serviço já é autorisado pela ANATEL:

O Conselho Diretor da Anatel aprovou em 18 de novembro de 2010 o Regulamento Sobre Exploração de Serviço Móvel Pessoal por meio de Rede Virtual.

Regulamento sobre Exploração de Serviço Móvel Pessoal – SMP por meio de Rede Virtual (RRV-SMP).
Res. n° 550 de 22/11/10


Importante saber que já possui algumas empresas de MVNO, seguem abaixo:

Porto Seguro Telecomunicações

Esta é a primeira empresa a operar MVNO no Brasil, algumas outras indicada pelas próprias operadoras ainda estão em aprocvação na ANATEL.


A Porto Seguro fará uma parceria com a TIM para a oferta deste serviço e isso ficou bem claro na última entrevista Eduardo Rezende Gerente Sr. da TIM:


A TIM, operadora que recebeu a primeira MVNO do Brasil, reconhece que o modelo canibaliza a sua base de clientes. Entretanto, a empresa enxerga na iniciativa mais a ganhar do que a perder. "A canibalização existe sim, mas tem que ser administrada por um bom relacionamento tanto comercial quanto contratual", afirma Eduardo Rezende, sênior manager da TIM. O executivo disse que não acredita no sucesso de modelos cujo objetivo é oferecer um serviço mais barato que o da operadora real.

Outro ponto observado pelo executivo é que embora a TIM possa perder alguns clientes que migrarão para a Porto Seguro Telecomunicações, a operadora ganha com a venda de minutos no atacado para a MVNO. A situação é melhor em relação às outras operadoras que perderão os clientes, mas não estão no negócio de atacado.

A operadora, embora pareça ser a mais bem estruturada para receber as MVNOs, não pretende que a gestão dessas parcerias se torne extremamente complexa dentro da sua estrutura. "Partimos da premissa do mínimo impacto interno para não tirar o foco do nosso core business", diz ele, acrescentando que a empresa não desenvolverá uma oferta pronta para MVNOs. "O produto não é padrão. É negociado com o cliente", diz ele. Eduardo Rezende participou nesta terça-feira, 22, de seminário organizado pela Network Eventos em São Paulo. 


Fonte: http://www.teletime.com.br/22/02/2011/tim-reconhece-que-a-mvno-canibaliza-sua-base/tt/215138/news.aspx


O que você acha sobre esta modalidade comercial de um mesmo produto?

Abraços!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Falta que falta me faz escrever...

Amigos,

desculpem o vácuo de notícias, estou ajuntando um monte de coisa para escrever, acredito que neste carnaval, tudo vai ser diferente.

Saudades de todos.

Abraços!